
"Lá fora o vento sopra tão fresco, tão bom, e dentro de um corpo
sentimento de prisão consome, talvez um amor está la fora esperando,
mas talvez outra dor também está lá fora esperando.
Sangrar e não ver, gritar e ninguém ouvir, ter dor e não sentir...
viver assim não é tão raro, a liberdade se perdeu das nossas mãos,
e a solidão é oque resta.
Depois de tanto tempo,
meu grito acorda surdos a 500 Km daqui,
mas ainda meu pedido de socorro está longe de seu destino.
Nosso sangue é cada vez mais amargo, é sangue com gosto de
arrependimento, gosto de chances perdidas, e prováveis amores
mortos.
Num simples olhar além da janela, se sente o vento chocar em teu
rosto,
isso naquele momento é como se fosse o melhor presente da sua vida,
muito melhor do que quando você beijava aquela garota que ainda
lembra, mas sabe que algo a mais é impossivel
muito melhor que a mão de um velho amigo estendida pra te levantar,
muito melhor que os sorrisos sem graças que você sempre dá, mas
nem por isso deixavam de ser sorrisos.
O vento te fez feliz por instantes, fez esquecer por segundos a prisão,
mas infelizmente a realidade do momento voltou logo após esse sopro
sincero, e animante.
A vida nos promove esses momentos felizes, mas a qualquer momento
a vida nos faz voltar novamente a nossa realidade, faz voltar a nossa
prisão e nossa pouca liberdade se esgota no tempo.
E a garota do beijo não muito demorado, e outras que nem ao beijo
chegou, fica somente na mente e em pensamentos rápidos, porém um
pouco doloridos, mas com toques de esperança."
